A oscilação de forças entre Ferrari e McLaren ganhou uma teoria. Hirohide Hamashima, diretor esportivo de desenvolvimento de pneus da Bridgestone, explica a sua lógica:
"Basicamente, a Ferrari tem maior tendência a sair de frente do que a McLaren", conto ao site Autosport. "O carro da McLaren sai um pouco de traseira. Quando os pneus têm boa aderência, o que sai de traseira será mais rápido em uma volta única do que aquele que sai de frente ou que tem um acerto neutro".
"Mas se você pensar em condições de corrida, especialmente com as temperaturas que tivemos em Hungaroring, então um carro instável na parte traseira gerará mais calor nos pneus de trás que um que sai de frente".
"Olhando para a Hungria e o comportamento do carro de Hamilton, depois de algumas voltas ele penou com a instabilidade na parte traseira, enquanto a Ferrari teve um bom equilíbrio".
"A temperatura está fazendo diferença", concluiu.
Hamashima destaca que a variação da dirigibilidade afeta o rendimento dos pilotos de formas diferentes: "Quando as condições do carro se encaixam a Felipe, suas habilidades são 110%, mas, uma vez que o carro não está bom, isso cai para 90%", explicou. "Mas Kimi consegue ser 100% mesmo se as condições do carro não são boas". Esta deve ser a vantagem de ser apático...
Quanto à teoria, parece fazer algum sentido. Mas se a Ferrari precisar sempre de altas temperaturas para render melhor, a situação pode se complicar daqui pra frente. Pelo visto, a McLaren tem, de fato, o melhor carro.