domingo, 15 de novembro de 2009

Pela volta das ultrapassagens

Nomes como Michael Schumacher, Gil de Ferran, Sam Michael, Hermann Tilke estiveram presentes no seminário internacional da FIA para debater a busca por ultrapassagens.
O momento foi para analisar pesquisas e lançar soluções desde o design aerodinâmico dos carros até criação de itens no regulamento, passando pelo desenho das pistas.
A questão das ultrapassagens sofreu uma séria derrota em 2009, ano em que os bólidos da F-1 adquiriram uma asa tábua-de-passar na frente, além de uma alça no lugar do spoiler traseiro. Os carros da categoria máxima podem parece com tudo, menos com um monoposto. E o pior é que toda essa feiura foi em vão.
Desconfia-se que Ross Brawn possa ter parcela de responsabilidade nisso aí. Atuante no Grupo de Trabalho para Ultrapassagens, construiu um difusor relativamente legal por baixo dos panos e acrescentou pressão aerodinâmica, quando se esperava sua perda. Mas não vale colocar a culpa só no difusor.
O grande problema é a exaltação da segurança, que mina as opções de manobra na pista. Enquanto o sujeito subir pelo Café e vir de pé cheio até o fim da reta principal e puder frear a menos de 50 metros do S, estará configurada uma dificuldade clara de ultrapassagem - e olha que este é um ponto onde elas ainda ocorrem...
Não, ele não abandonarão nenhuma parte da eficiência dos super freios. Para 2010, os carros deverão estar ainda mais equilibrados, uma vez que a Bridgestone estreitará a largura dos pneus dianteiros. Os motores seguem limitados e há uma série de componentes padronizados pela Era Mosley.
Diante disso e mais um pouco, o campo para inovar em busca de manobras chamativas ao público é bastante reduzido. A reunião realizada pela FIA gerará um relatório que servirá como orientação para as modalidades de esporte a motor pelo mundo. Mas no caso da F-1, o buraco parece estar bem mais embaixo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Processando a FIA

É época de decisão no tribunal. Primeiro foi o Rubinho se rebelando contra seus críticos e tirando dinheiro de quem tem para pagar - que não são os piadistas, e sim a empresa proprietária do aplicativo. O Google já recorre da decisão.
Outro nome mundialmente famoso que está em evidência é o da FIA. Para começar, a N. Technology acusou a entidade de conduzir de forma irregular a seleção de novas equipes para 2010, dando preferência àquelas que usariam motores Cosworth. A Justiça Francesa deu o veredito a favor da federação.
Até ai tudo bem, era mesmo o esperado, afinal ela é a toda-poderosa que usa os critérios que bem entender. Considero o envolvimento de Alan Donelly nas negociações entre Manor e Virgin muito mais interessante. Pior que dar preferência ao fechamento de um negócio entre um time e uma montadora é aproximar e mediar a parceria entre uma equipe e um patrocinador, metendo o bedelho onde definitivamente não deve.
Mas a bomba maior é esperada para o dia 24 de novembro, quando a FIA terá de bater de frente com Flavio Briatore.
Na acusação, o carcamano pede uma indenização de € 1 milhão: "A decisão foi conduzida e submetida ao Conselho apenas por uma pessoa, Max Mosley, o presidente da FIA. Mosley assumiu os cargos de investigador, executor e júri". O parceiro Pat Symonds estará ao seu lado em mais essa.
O outro lado retrucou: "A FIA rejeita as alegações feitas e confirma que a decisão de impor uma sanção contra Briatore foi feita por uma maioria esmagadora de pessoas do Conselho Mundial".
Sempre ficou a impressão de que se o pivô fosse outro, a punição não seria tão extrema. Mas por se tratar do mala do Briatore, era melhor mandá-lo embora de uma vez.
Em pouco mais de uma semana, o italiano levará esta visão parcial aos tribunais, e veremos se a FIA conseguirá transmitir a integridade de seu próprio júri para um outro. Será o julgamento do julgamento. Onde é que isso vai parar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Brawn e Mercedes

Fortalecem-se os boatos de que a Mercedes estaria voltando as costas para a McLaren e arregalando os olhos sobre o time de Ross Brawn.
Desde 1995 sem conseguir cravar as garras sobre Woking, a montadora estaria disposta a aproveitar o surgimento monstruoso da Brawn para realizar o sonho de assumir o controle de uma grande escuderia na F-1. Fala-se até em mudança de nome e carenagem prateada já para o ano que vem.
O contrato da McLaren com a Mercedes vai até 2011. Os britânicos preferem renovar para 2012, já os alemãs talvez não desejem extensão alguma. Consta que a McLaren, dentro de alguns anos, deverá se responsabilizar pela construção do próprio propulsor.
Há alguns exageros nos rumores, como o improvável retorno de Ron Dennis ao lugar de Martin Whtimarsh, por este ter concedido amigavelmente à inofensiva Brawn o direito de usar os mesmos motores. Mas fora esse tipo de fantasia, tudo leva a crer que o interesse da Mercedes é real e pode remodelar seu contexto na F-1.
O enredo é bom, daqueles que possivelmente marcam uma pré-temporada. A ver.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Rubinho recebe indenização milionária

Rubens Barrichello conseguiu virar o jogo e fazer com que as eternas piadas lhe rendesse um bom saldo.
O piloto pode receber uma altíssima indenização do Google em virtude dos 348 perfis falsos no Orkut. Sem falar nas comus do aplicativo que ferem sua imagem, como por exemplo:
Tartaruga Barrichello
Detesto Rubens Barrichello
Barrichello é uma lesma
A pressa é inimiga do Rubinho
Dirijo melhor que o Barrichello
Eu odeio o Rubinho Barrichello
Rubinho pilota o Orkut (descrição: "Esta é a explicação do Orkut ser tão lento e dar tanta pane...")
E por aí vai, dentre 91 comunidades destinadas à esculhambação.
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Google tem de remover todo o conteúdo do ar. A gigante norte-americana ainda pode recorrer.
A ação, que corre desde julho de 2006, poderá render algo em torno de R$ 1,2 milhões ao bolso do brasileiro. Para quem ganhava aquela merreca da Brawn, uma esmolinha extra não é de se jogar fora...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Toro Rosso se despede da Red Bull

Não é que a prima pobre tenha resolvido dar o grito de independência.
Na verdade, quem berrou foram as outras, alegando que a posição de equipe-cliente não é condizente com as estipulações da FIA, e o prazo da concessão se encerra agora. Por isso, a partir de 2010, a Toro Rosso tornar-se-á um legítimo construtor na Fórmula 1.
Tost destacou que o time manteve alguns designers e poderá contar com esta experiência adquirida. Em contrapartida, a virada de temporada implicará num alto desafio para os profissionais, já que o novo desenho contará com uma tanque maior, reformulando a distribuição de pesos e ainda uma nova distância entre-eixos.
Depois de superar a matriz em 2008, e sofrer a queda anunciada pelo ex-sócio Gerhard Berger em 2009, eu não apostaria fichas na escuderia para 2010. Boa sorte e bom trabalho ao pessoal de Faenza, que dará asas ao STR5. Chegou a hora de usar mais as próprias pernas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Revista Veja faz estardalhaço com Senna

A pergunta era: Seu tio Ayrton Senna é o seu grande ídolo?
A resposta foi: Vai parecer clichê, mas eu não tenho ídolos. O Ayrton é apenas uma referência. Idealizar alguém é uma péssima forma de iniciar uma carreira. Ao idealizar, você quer ser igual a essa outra pessoa. Meu objetivo não é esse.
Isso foi o bastante para a revista Veja inventar uma baboseira de manchete envolvida por estúpidas aspas. Depois começam a pegar no pé do garoto e a gente sabe de quem é a culpa.
Fora o destaque apelativo da notícia, a entrevista não foi ruim. O piloto, atualmente com 26 anos, também falou sobre a inicialização no automobilismo:
Foi o meu avô Milton quem me colocou num kart pela primeira vez. Dos 5 aos 10 anos de idade, eu corria de kart todos os fins de semana. Quando o Ayrton faleceu, o apoio da minha família sumiu. Eu tinha 10 anos e não podia brigar pelo que queria. Não tinha como bater de frente. O clima da minha família em relação ao automobilismo ficou muito ruim. Ninguém mais assistia a corridas de Fórmula 1. Meu avô nunca mais viu um Grande Prêmio. Tive de deixar a poeira baixar (...) Nunca parei de pensar nisso. Quando tinha 18 anos, disse para a minha mãe que eu queria voltar a correr. Apesar de surpresa, ela achou que era fogo de palha e aceitou. Comecei com um kart antigo que estava na fazenda. No desespero de voltar a correr, logo no primeiro dia, dei 140 voltas sem parar. Como eu não estava preparado para toda a trepidação, quebrei uma costela de tanto que fiquei no kart. Em um ano e meio, quebrei cinco costelas. Toda vez que eu quebrava uma, ficava um mês de molho e voltava a correr. Foi aí que a minha mãe percebeu que eu não estava de brincadeira.
Ainda disse que Felipe Massa foi o único piloto que ligou para dar os parabéns pela vaga na Campos, que adora correr na chuva, que seu GP preferido foi Interlagos/91 - quando Ayrton cruzou a linha com 3 marchas -, que a Brawn realmente não o contratou no início do ano porque preferiu não arriscar num novato devido à falta de tempo pata testar o carro, e por aí vai.
Revelou algumas questões relacionadas às negociações e ao acordo fechado com a Campos...
-Quem vai bancar a sua parte?
Ninguém. Vou entrar com zero. Fechei com a equipe espanhola Campos Meta porque eles toparam me contratar sem que eu precisasse levar dinheiro. Foi a primeira proposta que consegui obter sem ter de levar patrocínio nenhum. Serei o único estreante que não vai pagar para correr.
-Quanto você vai ganhar?
Da equipe, nada. Nem um centavo. Mas vou poder ter meus patrocinadores pessoais e me sustentar com isso.
-O seu sobrenome ajudou na negociação?
Claro que sim. Eles apostam no meu sobrenome famoso para atrair patrocinadores para a equipe. Por isso me liberaram do pagamento. O sobrenome Senna vai chamar atenção nas corridas e dar visibilidade às marcas que nos apoiarem. O Adrián Campos, dono da equipe, achou uma boa ideia unir o meu potencial como piloto ao potencial de marketing.
A entrevista de Bruno Senna está online aqui.
O brasileiro se prapara para se apresentar na terça-feira, a partir das 14h de Brasília, no evento da Campos na Espanha. Espera-se que ele se apresente com o macacão da equipe para que já passemos a conhecer as cores do time.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

F-1 2009 Review

Resumo de fim de ano mostra como um editor pode ser tão bom a ponto de lançar um vídeo que nos passa a impressão de que tivemos uma temporada impecável.
A FOM havia deletado o segundo vídeo, mas a imagem foi angulada e o upload refeito. Por enquanto, está tudo aí, intacto. Se bobear, a trupe do Bernie atacará novamente, então aproveite para assistir enquanto há tempo.
Ainda pairam muitas dúvidas sobre as chances de os americanos da US F1 alinharem para a temporada 2010. Mas para os fãs da categoria, valerá a pena torce a favor só para o provável patrocínio do YouTube mudar certas realidades por aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Renault: vai ficar ou vai sair?

Primeiro, o momento de apreensão, quando soubemos que a Renault convocou uma reunião de emergência, sugerindo uma possível decisão de fechamento de portas na F-1. Após o tal encontro, Jean-François Caubet anuncia que o time fica. Alívio.
No dia seguinte - que por acaso é hoje -, o presidente Carlos Ghosn muda o discurso: "Vocês precisam ser pacientes. Vamos fazer um anúncio de nossa participação na F-1 antes do término do ano".
Em outras palavras, não há nada garantido: nem que fica, nem que sai.
Se a FIA for mesmo cobrar uma boa indenização à Toyota, a hora é essa. Ao menos assim o time francês se certificará de que o Pacto é mais que uma mera formalidade. O que não significa que desistirão de fugir com o rabo entre as pernas, mas saberão de imediato que a retirada não será gratuita.
Se a Renault optar por sair, a ideia do grid de 26 carros vai por água abaixo. Mesmo que a FIA reabra concurso para novas equipes, só valerá para 2011, visto que dificilmente o novo grupo realizará o milagre de construir um modelo para correr em março considerando que já estamos em novembro.
Nem quem ganhou vaga no meio da temporada inspira confiança, que dirá quem adquiri-la no final do ano, depois que a Renault possivelmente resolver bater em retirada. Só para ilustrar, o diretor de uma das candidatas mais bem estruturadas, que é a Epsilon Euskadi, já eliminou qualquer chance de ingressar em 2010 - mas mantém viva a esperança de alcançar a F-1 no futuro.
Agora cabe apenas aguardar por uma decisão nas próximas semanas. Se permanecer na categoria, ótimo. Do contrário, não dará sequer para esperar uma cena melosa como a da Toyota, até porque o Ghosn não gosta nem um pouco de F-1; quando assumiu o cargo, a montadora já estava lá. E quem está no meio de toda essa zica é o Robert Kubica, que sai de um barco furado e pula em outro logo em seguida.

Charges de Abu Dhabi

Mais uma charge certeira do Bruno Mantovani. O campeão Jenson Button deve ter sonhado algumas vezes com o carro do Kobayashi aplicando-lhe um belo passão. No Brasil e em Abu Dhabi, o novato foi dureza.
Outro lance de Abu Dhabi digno de uma boa montagem foi a não-parada de box que marcou um dos incidentes mais insólitos da temporada, quando Jaime Alguersuari tentou se promover pegando a vaga do Vettel, mas acabou expulso pelos mecânicos da Red Bull. A imagem é da animação espanhola Los minidrivers.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rádio OnBoard - Edição de Yas Marina

No ar, a edição número 63 da Rádio OnBoard!
Ron Groo e eu recebemos a visita do amigo Fábio Andrade para debater a corrida, a pista e o visual do GP de Abu Dhabi. Ainda tivemos mais um Quadro Jogo Rápido, colocando nossas opiniões e avaliações sobre diversos elementos desse campeonato.
Deveremos retornar dentro de duas semanas, na edição de Novembro. Assine nosso feed, e até a próxima.

Toyota diz adeus à F-1

Parece que a Era das Montadoras já era. Tão fraco quanto o trocadilho é o Pacto de Concórdia, que não mete medo em ninguém. A diretoria da Renault tem uma importante reunião que, suspeita-se, pode terminar com a pior decisão possível. Já a Toyota passou dessa fase faz tempo.
A equipe famosa por decretar o fim da linha para seus pilotos acaba de decretar a própria eliminação. Nascida em 2002, foram 8 temporadas na Fórmula 1, totalizando 140 GPs, 3 poles, 3 voltas mais rápidas, 278.5 pontos e nenhuma vitória. Os números verdadeiramente impressionantes, porém, dizem respeito aos gastos astronômicos que os japoneses enfileiraram na categoria.
O retorno sobre investimento da Toyota sempre foi dos mais risíveis. Queimou-se tanto dinheito para se obter resultados muito aquém do esperado. O injustificável torna-se insuportável em época de crise. Assim como a rival Honda, a Toyota opta por se dirigir à porta de saída, após registrar altos prejuízos nas vendas.
Muitos nem sentirão sua falta, mas particulamente lamento esta retirada. Sua melhor temporada foi em 2005, quando terminou em 4º. Mas não deslanchou, pelo contrário, entrou num período muito negativo, conseguindo se recuperar aos poucos nos últimos anos. Agora seu lento processo de melhoria é definitivamente intemrrompido.
A vaga talvez seja preenchida pela Qadbaq. Na verdade são cinco times prestes a ingressar no grid, no entanto apenas Manor e Campos despertam confiança. As capacidade das outras em colocar carro na pista em 2010 ainda é posta em xeque. E o grid de 26 carros depende disso.
Fato é que este é o triste fim da equipe Toyota. O que vem daqui pra frente ninguém sabe; talvez mais montadoras saiam e mais garagistas entrem. O fluxo na F-1 ensaia uma inversão interessante.
Edit: O vídeo encontrado no Continental mostra o quão frustrante foi o anúncio da despedida da montadora. O encerramento da discreta história da Toyota na F-1 é sentida como uma grande derrota para os diretores da companhia.

Schumacher vs Button

Na unique "Race of Champions", poderia até haver um duelo entre o atual campeão da F-1 e o vice da temporada, mas Jenson Button teve mesmo é que bater de frente com Michael Schuamacher. Adivinha quem levou a melhor?
Essa disputa fez parte da final, mas a corrida decisiva foi entre Schumacher e Priaulx. A poderosa dupla da Alemanha faturou o tricampeonato. E nesta quarta, a partir das 10h, o evento segue pegando fogo...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oscar F-1 2009

É declarada aberta a votação para o Oscar F-1 2009!
Nossa tradicional seleção de fim de ano deixará você escolher, mais uma vez, os melhores da temporada através das seguintes categorias: melhor piloto, melhor diretor, melhor grande prêmio, melhor piloto coadjuvante, melhor figurino, melhor roteiro, melhores efeitos visuais, melhor curta-metragem de animação.
Todos poderão votar no canto direito da página até o dia 1º de dezembro. O segredo do resultado será guardado a sete chaves pela academia e revelado no dia 3 de dezembro, dia da festa do Oscar, sob o camando do blogueiro Ron Groo.
Seguem os indicados:
Melhor piloto
Categoria disputada entre os principais pilotos do ano.
Jenson Button
Sebastian Vettel
Rubens Barrichello
Lewis Hamilton
Melhor diretor
Concorrem os diretores de equipe que mais se destacaram no ano.
Ross Brawn
Christian Horner
Martin Whitmarsh
Vijay Mallya
Melhor Grande Prêmio
Candidatas a melhor corrida da temporada.
Austrália
Malásia
Bélgica
Brasil
Melhor piloto coadjuvante
Disputam os pilotos de equipes média e pequena que se destacaram em 2009.
Kimi Raikkonen
Fernando Alonso
Nico Rosberg
Jarno Trulli
Melhor figurino
Concorrem os carros com as mais belas pinturas do grid.
Brawn
McLaren
Ferrari
Williams
Melhor roteiro
Fórmula 1: No início foi a ameaça das medalhas, caso da mentira e polêmica do difusor derivado de uma brecha no regulamento. Mais tarde, o público se depara com um acidente quase fatal, além do grande escândalo de Cingapura. O momento mais tenso, no entanto, veio com a rixa FIA-Fota que provocou a chance de um racha quando os times ameaçaram abandonar a F-1, o que parecia decretar o fim da categoria máxima. Numa renegociação salvadora, Mosley cedeu e a Fórmula 1 manteve-se viva. A vinda do novo presidente da FIA estabiliza o ambiente e torna o clima mais amigável. A Fórmula 1 respira aliviada.
Felipe Massa: Um azar sem igual. Inexplicavelmente atingido na cabeça por uma mola de 12 cm a 280 km/h, Felipe Massa apaga na hora, bate contra a barreira de pneus e a não mexe a cabeça. Ele apenas se lembra de acordar dois dias depois, no hospital, com uma série de complicações. Lesão, coma induzido, olho esquerdo, cirurgia, exames são os termos mais empregados pela imprensa, que a todo tempo nos atualizava sobre a situação do piloto. Felipe se recuperou, voltou ao simulador da equipe, fez treino em pista, reapareceu nos boxes da Ferrari, deu a bandeirada do título. E estará no GP do Bahrein mais preparado do que nunca para acelerar em busca de mais vitórias na carreira que tem pela frente.
Luca Badoer: Desde 1998, o italiano Luca Badoer mantém ligação com o time de Maranello. São 10 anos de serviços prestados sem nunca ter tido a chance de guiar o carro vermelho em um GP. O piloto que mais correu na história sem marcar um único pontinho ganhou a eufórica proposta de assumir o cobiçado cockpit titular até o fim da temporada. Porém, uma década sem disputar corridas e há meses sem guiar o F60 pesou demais em seu desempenho, que virou motivo de piada em todo o mundo. Sua Ferrari virou abóbora e ele não passou de 2 GPs. O substituto acabou substituído, privado de realizar outro sonho: pilotar a rossa no templo de Monza. Que era justamente o GP seguinte.
Brawn GP: A 3 meses da abertura do Mundial, a Honda anunciou retirada da F-1, dando início a uma correria para obter um novo comprador. O tempo passava e Nick Fry não dava um rumo certo à equipe. Ross Brawn, por sua vez, manteve a motivação do grupo que não parou de trabalhar no carro. Faltando 1 mês para Melbourne, os japoneses se prontificaram a ajudar financeiramente e Ross realizou o management buyout. O motor Mercedes adquirido de última hora casou de forma perfeita com o carro. Nascia ali a primeira equipe estreante a conquistar título de pilotos e construtores. 172 pontos, 8 vitórias, 5 poles e 4 voltas mais rápidas. O grid teve de se curvar ao desempenho incomparável da Brawn GP.
Melhores efeitos visuais
Concorrem os pilotos que protagonizaram os acidentes plasticamente mais impressionantes.
Vettel/Kubica (Austrália) Vídeo
Kubica/Trulli (China) Vídeo
Trulli/Buemi/Bourdais/Sutil (Espanha) Vídeo
Hamilton (Itália) Vídeo
Alguersuari (Japão) Vídeo
Trulli/Sutil (Brasil) Vídeo
Raikkonen (Brasil) Vídeo
Melhor curta-metragem de animação
Prêmio para os pilotos que, em poucos metros, animaram o público e levantaram a torcida com manobras altamente empolgantes.
Webber/Alonso (Espanha) Vídeo
Piquet/Hamilton (Turquia) [não encontrado - tente ver em 1min do vídeo da Turquia]
Kobayashi/Button (Brasil) Vídeo
Kobayashi/Nakajima (Brasil) Vídeo
Além de mim, outros dois amigos formaram a academia para debater minuciosamente a seleção de candidatos por categoria. Foram eles Ron Groo e Fábio Campos.
Repetindo, portanto: todos poderão votar até o 1º de dezembro e a festa do Oscar acontecerá no dia 3 de dezembro, com todo o humor do grande Ron Groo.
Para encerrar, vale relembrar os vencedores dos anos anteriores, nesta histórica lista do Oscar F-1:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rubinho e Hulkenberg na Williams

Tornou-se oficial o que era sabido: Nico Hulkenberg ascende da GP2 para a Fórmula 1, ascende do posto de test-driver da Williams para a titularidade.
Já Rubens Barrichello parte para a 18ª temporada rumo a mais de 300 GPs no currículo. Quando vai acontecer? Difícil... a conta dele é uma, a da FIA é outra. Mas é certo que vai acontecer em 2010.
Barrichello, que já esteve em Grove para se aconchegar na nova casa, contou que tudo começou em Barcelona, quando um jornalista o abordou perguntando se tinha contrato para o próximo ano, porque havia uma equipe inglesa "que não era um time novo" interessada. Era a quinta prova do ano, sendo que seu contrato com a Brawn era válido somente para os 4 primeiros GPs.
Definitivamente, contrato ele não tinha. E começou a ser animar, pois time inglês tradicional só podia ser Williams ou McLaren. Era aquele. Em 4 meses, o acordo com a Williams foi firmado. Barrichello diz ainda que a turma de Woking chegou a procurá-lo no GP do Brasil. Um pouco tarde... Rubens não teve a chance de ser sondado como companheiro de Lewis Hamilton.
Mas está prestes a realizar o que ele garante ser sonho de infância. Um carro azul e branco o aguarda. Parece que Rubinho terá a honra de encerrar a carreira pela Williams. Ele não fala em parar, mas o contrato de 1 ano é coerente. Havendo ou não renovação, a equipe do velho Frank tende a ser a última da série inciada em 93: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP.

Despedindo-se da F-1

Hiroshi Yasukawa lamentou, mas a ordem de cima é toque de recolher. Nem a Bridgestone suportou a crise.
Desde 1997 na categoria, a fornecedora concorreu com a Goodyear até 1998, ganhou exclusividade por duas temporadas e competiu contra a Michelin de 2001 a 2005, tornando-se única novamente até os dias atuais.
Disputou, até esta temporada, 225 GPs e comemorou 156 vitórias, 149 pole positions, 151 voltas mais rápidas e 425 pódios. Sua saída está programada para o final de 2010, quando deverá somar 244 GPs, 175 vitórias, 168 poles, 170 fastest laps e 444 pódios.
Agora é esperar por um acordo com a futura substituta. A imprensa, que não sabe de nada mas chuta que é uma beleza, já tratou de apontar os primeiros nomes que vieram à sua cabeça. Por enquanto, é muito cedo para prever e ainda há tempo para se negociar.
Mais cedo que o adeus da Brig será a despedida da BMW. Que dentro das pistas já ocorreu, visto que sua última corrida foi justamente em Abu Dhabi.
Peter Sauber repetiu o que fez ao Massa no último ano da Sauber, só que dessa vez o piloto que foi presenteado com um carro de F-1 da escuderia foi Nick Heidfeld. O alemão correu 3 anos pela time azul e branco e mais quatro pelo time branco e azul. Homenagem merecida a quem fez parte dessa história e ainda se emocionou nas voltas finais:
"Foi muito emocionante. Durante as últimas voltas, tive que me segurar para manter a concentração", revelou.